Jogos populares da infância na caatinga: Tempos de brincar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As regiões do semiárido são normalmente representadas por um discurso, que tende a enfatizar um quadro de miséria e degradação, historicamente influenciado e atualmente aceito. Eis que nasce o meu “trabalho” fotográfico, a partir do incômodo diante da representação ilusória e utópica da região.
O semiárido apresenta a mais diversa das paisagens brasileiras, não se oferecendo facilmente à leitura. Resolvi então, com um projetinho tímido – “Retrato e Canção” – investir esforços no sentido de esgarçar as imagens expressas nos meios de comunicação, e forçar uma visibilidade sobre a biodiversidade do semiárido com o intuito de gerar uma nova consciência, que afirme o melhor aproveitamento dos seus recursos, de maneira sustentável. No meio desse universo esbarrei com a vida que pulsa na infância sertaneja, e me fixei no seu TEMPO DE BRINCAR. Vi que a cultura do videogame não dita as regras nos recantos da caatinga. E “viva eu e viva tu, e viva o rabo do tatu!

Sites com essa publicação:
http://www.fnt.org.br/ensaios.php?id=348

10 thoughts on “Jogos populares da infância na caatinga: Tempos de brincar

  1. Tanto se fala da Mata Atlântica, Floresta Amazônica e até do pantanal, mas pouco se fala da caatinga (caa=mata e tinga=branca) que é genuinamente brasileira e ocupa 910.000 Km2 no nordeste e cerca de 90.000km² nas áreas marginais de MINAS GERAIS e ESPÍRITO SANTOS (11% do território nacional). Parabenizo pela iniciativa de escrever sobre a caatiga. Encheu de orgulho este guerreiro de caatinga do Exército Brasileiro.

    Cap Rômulo Gonçalves Barbosa
    5o Batalhão de Engenharia de Construção (Exército Brasileiro)

  2. Ahh, Ti Rosa!! Ver todas estas fotos, este teu trabalho maravilhoso, tão simples e ao mesmo tempo extraordinário nos traz muitas lembranças da infância linda que tive.
    Brinquei bastante, curti minha infância com muita intensidade e posso dizer (sem vergonha) que brinquei com quase todas essas brincadeiras aí, a maioria brincada só por meninos, mas não tinha vergonha e meus pais não me controlavam, brincava mesmo… Ninguém me segurava!! Rsrs
    Brinquei de fazendinha de bois de ossos/de madeira, de bola, de carrinho (fazíamos de lata de óleo, os pneus eram feitos de chinelos velhos), de pião, pipa, cavalo de madeira, pula-corda, de balanço nas árvores, de bila, com aros de pneus velhos, pega-pega, baladeira, mas acertava ninguém só minhas mãos. Brincava de se esconder ao redor da casa, salva 31…
    Inúmeras brincadeiras que curti com primos, irmãos, amigos, mas dentre tantas, nada de brincadeiras de meninas (kk, nada contra, só opção mesmo!).
    Não tenho uma preferida, pois a diversão era garantida com qualquer uma. Até hoje ainda sou um pouco criança e brinco de esconde-esconde, cabra-cega, futebol… E sempre os aconselho: aproveitem enquanto criança, aproveitem esta inocência e esta falta de preocupações que são tão maravilhosas…
    Ahh, como eu era FELIZ!!! E, talvez, não soubesse…
    Um grande beijo! Adorei o blog, te admiroo cada vez mais pela tua simplicidade e grandiloqüência. Você sempre nos surpreendendo!!
    Juliana Alencar

  3. Pessoal, costumo dizer que "a fotografia aprisiona a poesia para gozo do leitor". Fico feliz em compartilhar com vocês toda a poesia natural da caatinga e perceber o gozo especial que cada um de vocês conseguem experimentar. Obrigada pelo gentil visita. Continuem na minha companhia. Por que não compartilham suas história aqui?

  4. “Antes de tudo, a fotografia é uma atividade divertida. É feita para registrar lembranças e comunicar nossas idéias e pensamentos, e é a única em sua capacidade de congelar para sempre um determinado instante do tempo. É isso, talvez, que lhe confere um encanto universal”. (John Hedgecoe, fotógrafo e escritor)PARABÉNS Rosa!!!!!!!!!

  5. Rosa, forte, linda e perfumada

    Como sempre seus trabalhos são de uma delicadeza dificil de explicar.
    Deus permita que voce continue sempre iluminando nossos dias com tanta beleza.
    Beijin
    Simone

  6. Rosa da Caatinga, maravilhosa.
    Sempre que leio poesias, impressões; ou vejo fotografias, verdadeiras pinturas, de Rosilândia, me dá aquela coisa no peito que é tão difícil de explicar.
    Estarei acessando constantemente esse blog pois sei que será um bálsamo para a minha alma.
    Beijos Rosa.

  7. Tia primeiro quero dizer que está de parabéns fotos lindíssimas. Ai ai, isso nos faz lembrar tantas coisas e bem singelas que passaram por nossas vidas e que o tempo e a modernidade vão tomando de conta. Hoje quem é que sai na chuva pra se molhar heim? Sem se preocupar com os cabelos, com as roupas? Lembro-me de quando chovia, onde eu e uma reca de primos saíamos de casa em casa, de bica em bica aproveitando a água que caia das telhas, aquela água rara, dificil de cair, fria… mas como era bom, e ainda escorregavamos nas calçadas molhadas!

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